Turismo: Região única para o Alentejo, em vez de Litoral, Alqueva e o Resto
O novo Decreto Lei 667/ 2007 sobre as Áreas das Regiões de Turismo, prevê cinco áreas regionais e Pólos de Desenvolvimento Turismo, o que faz com que o Alentejo possa ter três áreas regionais.
A prevista redistribuição dos 47 concelhos do Alentejo e Litoral pelas Áreas Regionais de Turismo e Pólos de Desenvolvimento, fará com que a região seja desmembrada em três Áreas Regionais: o Alentejo, com 36 concelhos, a Autónoma do Litoral Alentejano, com 5 concelhos e a Autónoma de Alqueva, com 6 concelhos, com o distrito de Beja a ter concelhos nas três sub-divisões, com o Município de Beja a ficar encaixado na primeira.
O assunto foi abordado na última reunião da Câmara Municipal de Beja, e Francisco Santos, justificou que a posição da CDU “é da existência de uma região de turismo em cada um dos distritos do Alentejo, que por iniciativa própria se pudessem vir a associar entre si, numa fase posterior”.
Carlos Figueiredo, vereador eleito pelo Partido Socialista, defende a existência “de uma só região, com autonomias de pólos, sem o desmembramento do Alentejo”. A prevista alteração “fragiliza a afirmação da marca Alentejo”, diz o autarca.
João Paulo Ramôa, eleito pelo Partido Social Democrata, sobre esta matéria, na reunião do Executivo afirmou defender “a existência de uma única Região de Turismo para o Alentejo, com uma Comissão Executiva, integrando o presidente da Planície Dourada, Évora e São Mamede”.
Numa entrevista concedida a um jornal local, Vítor Silva, presidente da Região de Turismo Planície Dourada defendeu que com esta nova fórmula “se andou para trás e que neste momento a marca Alentejo deixou de existir”. Apesar do novo diploma prever a junção, em termos associativos das áreas regionais, Vítor Silva, defende que “nada leva a pensar que que será possível reconstruir a ARTA, a actual Associação das Regiões de Turismo do Alentejo”, uma vez que o decreto-lei termina com a sua existência.
Teixeira Correia
Os 47 concelhos do Alentejo ficam, assim, dispersos por três áreas regionais de turismo:
Área Regional de Turismo do Alentejo, com 36 concelhos: Nisa, Castelo de Vide, Gavião, Marvão, Crato, Portalegre, Ponte de Sôr, Alter do Chão, Arronches, Avis, Fronteira, Monforte, Campo Maior Sousel, Elvas (distrito de Portalegre); Mora, Estremoz, Borba, Vila Viçosa, Redondo, Vendas Novas, Montemor-o-Novo, Arraiolos Évora, Viana do Alentejo (distrito de Évora); Alvito, Cuba, Vidigueira, Ferreira do Alentejo, Beja, Serpa, Aljustrel, Castro Verde, Ourique, Mértola e Almodôvar (distrito de Beja).
Área Regional de Turismo Autónoma do Litoral Alentejano, com 5 concelhos: Alcácer do Sal, Grândola Santiago do Cacém, Sines (distrito de Setúbal) e Odemira (distrito de Beja).
Área Regional de Turismo Autónoma de Alqueva, com 6 concelhos: Alandroal, Reguengos de Monsaraz, Portel, Mourão (distrito de Évora); Moura e Barrancos (distrito de Beja).
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Abastecimento de àgua
Níveis de água chegaram abaixo dos 18 metros
Portalegre: Falta de obras em barragem pode prejudicar abastecimento a oito concelhos
07.02.2008 - 20h20 Lusa
O abastecimento de água a oito concelhos de Portalegre poderá estar em causa em anos de seca, por falta de obras de reabilitação e requalificação na barragem de Póvoa e Meadas, alertaram responsáveis regionais.Em resposta a um requerimento apresentado pelos deputados do PS eleitos por Portalegre, Ceia da Silva e Miranda Calha, o Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional (MAOTDR), disse não ser possível perspectivar datas para as respectivas obras."Não é possível perspectivar datas para as obras de requalificação, nem para a sua conclusão", lê-se na missiva enviada aos deputados.O administrador-delegado da empresa Águas do Norte Alentejano (AdNA), Octávio Almeida, defendeu que tais obras devem ser executadas com urgência porque junto ao paredão da barragem se registam várias perdas de água.A concessão da barragem de Póvoa e Meadas está ainda entregue à empresa EDP, mas deveria ter sido restituída ao Estado durante o ano de 2002, período em que cessou o prazo de exploração para a produção de energia naquela albufeira.Estudo pedido à EDP há mais de um ano ainda não foi feitoSegundo sustenta o MAOTDR, o Instituto da Água (INAG) solicitou à EDP, há mais de um ano, um estudo sobre caudais e volumes de armazenamento que permitisse o início de procedimentos para avançar com as obras de reparação, mas aquela empresa ainda não respondeu. "Estes estudos foram solicitados à EDP em 24 de Outubro de 2006, pelo INAG, não tendo ainda sido entregues", lê-se no documento enviado aos dois deputados do PS.A EDP que, ao contrário do que a Portaria 295 de 2002 do Ministério do Ambiente exigia, ainda não executou obras de reparação na albufeira, tem efectuado, ao longo dos anos, várias descargas de água.Um cenário que, na opinião do administrador-delegado da AdNA, é "preocupante" e vem juntar-se ao grave problema das perdas de água. "No dia 5 de Novembro de 2007 efectuaram descargas, deixando a albufeira com níveis abaixo dos 18 metros", denunciou o mesmo responsável da empresa de águas.A barragem de Póvoa e Meadas é um dos pilares do sistema multimunicipal da AdNA, que investiu na construção naquele espaço de uma Estação de Tratamento de Águas (ETA) e em vários quilómetros de condutas para levar a água a oito concelhos do distrito de Portalegre (Nisa, Crato, Alter do Chão, Fronteira, Avis, Sousel e Ponte de Sor).Segundo Octávio Almeida, se surgir um ano de seca extrema e se o cenário persistir, o abastecimento de água a esses oito concelhos poderá estar em causa. "É uma situação preocupante. Se não houver luz verde para as obras, o abastecimento de água a estes concelhos, em anos de seca, poderá ser complicado", disse.
Portalegre: Falta de obras em barragem pode prejudicar abastecimento a oito concelhos
07.02.2008 - 20h20 Lusa
O abastecimento de água a oito concelhos de Portalegre poderá estar em causa em anos de seca, por falta de obras de reabilitação e requalificação na barragem de Póvoa e Meadas, alertaram responsáveis regionais.Em resposta a um requerimento apresentado pelos deputados do PS eleitos por Portalegre, Ceia da Silva e Miranda Calha, o Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional (MAOTDR), disse não ser possível perspectivar datas para as respectivas obras."Não é possível perspectivar datas para as obras de requalificação, nem para a sua conclusão", lê-se na missiva enviada aos deputados.O administrador-delegado da empresa Águas do Norte Alentejano (AdNA), Octávio Almeida, defendeu que tais obras devem ser executadas com urgência porque junto ao paredão da barragem se registam várias perdas de água.A concessão da barragem de Póvoa e Meadas está ainda entregue à empresa EDP, mas deveria ter sido restituída ao Estado durante o ano de 2002, período em que cessou o prazo de exploração para a produção de energia naquela albufeira.Estudo pedido à EDP há mais de um ano ainda não foi feitoSegundo sustenta o MAOTDR, o Instituto da Água (INAG) solicitou à EDP, há mais de um ano, um estudo sobre caudais e volumes de armazenamento que permitisse o início de procedimentos para avançar com as obras de reparação, mas aquela empresa ainda não respondeu. "Estes estudos foram solicitados à EDP em 24 de Outubro de 2006, pelo INAG, não tendo ainda sido entregues", lê-se no documento enviado aos dois deputados do PS.A EDP que, ao contrário do que a Portaria 295 de 2002 do Ministério do Ambiente exigia, ainda não executou obras de reparação na albufeira, tem efectuado, ao longo dos anos, várias descargas de água.Um cenário que, na opinião do administrador-delegado da AdNA, é "preocupante" e vem juntar-se ao grave problema das perdas de água. "No dia 5 de Novembro de 2007 efectuaram descargas, deixando a albufeira com níveis abaixo dos 18 metros", denunciou o mesmo responsável da empresa de águas.A barragem de Póvoa e Meadas é um dos pilares do sistema multimunicipal da AdNA, que investiu na construção naquele espaço de uma Estação de Tratamento de Águas (ETA) e em vários quilómetros de condutas para levar a água a oito concelhos do distrito de Portalegre (Nisa, Crato, Alter do Chão, Fronteira, Avis, Sousel e Ponte de Sor).Segundo Octávio Almeida, se surgir um ano de seca extrema e se o cenário persistir, o abastecimento de água a esses oito concelhos poderá estar em causa. "É uma situação preocupante. Se não houver luz verde para as obras, o abastecimento de água a estes concelhos, em anos de seca, poderá ser complicado", disse.
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